Só porque a intenção aparenta ser boa, eu deveria deixar ele entrar e fazer parte do meu presente novamente? E se ele for embora de novo? O que eu faço? Choro, porque não poderei fazer mais nada do que me sentir uma idiota mais uma vez?
Não entendo esse meu gosto pela tristeza. Não entendo porque gosto de dificultar as coisas para mim mesmo. Nunca tenho o que quero, nunca estou com quem quero, nunca faço o que quero. E a culpa é minha. Raras as vezes que não foi. E mais uma vez, por minha culpa, vou sofrer. A dor de estar perto e não poder tocar, mostrando um sorriso que disfarça a vontade de gritar. No final a gente sempre se entendeu até demais. Eu estava tão bem te odiando...
Será possível amar mais de uma pessoa ao mesmo tempo?
Eu preciso parar com essa minha mania de sorrir por tudo e para todos. Não acho que é uma qualidade. É uma forma de defesa. Se me sentisse segura mesmo, não sorriria tanto. Às vezes me sinto um bichinho assustado, que agrada para não apanhar. Quando escrito, esse pensamento se torna ainda mais deprimente. Queria que alguém enxergasse através de mim e me dissesse que não há culpa alguma em ser quem eu sou, ou em carregar as experiências que eu carrego. Até porque elas fizeram de mim o que eu sou hoje. Eu sei disso. Mas mesmo assim, precisava que alguém me dissesse.
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