quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eu sou uma pessoa revoltada. Com tudo. O jeito como o mundo está, a ignorância das pessoas, brincadeiras sem graça, tudo tudo que alguém possa imaginar. Sou revoltada com falta de respeito. Eu respeito muito os outros e muitas vezes não recebo o mesmo respeito de volta.

Acho todo mundo hipócrita. Só os deuses sabem o quanto eu me esforço pra fazer o que é certo, mesmo sentindo raiva, mágoa, tristeza, me sentindo muitas vezes injustiçada. Porque eu não sou vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo. As minhas escolhas me levaram aonde eu estou, então porque o resto das pessoas não pode pensar assim também e trabalhar todas juntas para que tudo melhore? Porque todo mundo sempre olha pro próprio umbigo, pras próprias preocupações, pra própria vida? Não que todo mundo deva se doar completamente e de graça [até porque muitos nem são capazes de o fazer..], mas porra, custa cada um fazer a sua parte?

Porque eu deveria ser recriminada por me importar, por querer que todo mundo viva em paz com todo mundo, por respeitar?

Pau no cú de quem não tem coração nem consciência.. porque eu cansei!

Não mudo pra agradar ninguém.. o que eu tiver que falar, eu vou e quem não quiser ouvir que tape os ouvidos!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ciúmes

Eu sempre fui bem segura de mim, da minha capacidade, do que eu sou e do que posso vir a ser. Sempre soube cativar bem as pessoas e me sentir segura em relação ao sentimento delas por mim. Não que eu seja totalmente prepotente, afinal todos têm as suas inseguranças e eu não sou diferente. Para mim isso é somente a realidade. Eu nunca tive muitos problemas com o sentimento chamado ciúmes, salvo um ou outro caso isolado, que muitas vezes era mais manha do que ciumes. Minha prepotência não advinha do fato de eu me achar melhor do que esta ou aquela pessoa, mas do fato de eu pensar que estava dando o meu melhor e sendo a melhor para esta e aquela pessoa. Para exemplificar, eu sempre me achei uma ótima amiga, ótima namorada, ótima colega... Nada poderia me fazer ter uma crise de ciúmes.

Mas nos últimos tempos eu experimentei o cúmulo do ciúmes. Senti-me totalmente possuída por esse sentimento podre e repugnante. Senti-me frustrada comigo mesma, e mesmo me sentindo e muitas vezes sendo melhor do que a outra em inúmeros aspectos, o sentimento não ia embora. Eu confiava, confio e vou sempre confiar.. então porque o ciúmes?

Várias reflexões depois eu percebi que o meu ciúmes era descabido e infundado. Não só porque eu confio, mas porque o meu ciúmes era de algo que eu não nunca poderia controlar, de uma história, de memórias, de coisas que no final das contas eu mesma também possuo e que fizeram com que eu sentisse a dor e a delícia de ser o que eu sou hoje. Ciúmes é um sentimento para os inseguros de si mesmos, foi sempre o que eu achei.

O problema nunca foi a proximidade entre os meus dois objetos de ciúmes. Sempre foi o que eu achava que essa proximidade significava. Agora eu sei que não significa nada. E mesmo que signifique algo, eu significo mais. Porque eu sou presente e futuro e tudo o que aconteceu é passado. O caso que parecia mal resolvido só era mal resolvido na minha cabeça, pra mim. E nada do que aconteceu teve nada a ver comigo.

No final, eu fui a escolhida, e isso é tudo o que importa. E com relação às minhas comparações, aproveito para plagiar um grande amigo meu: "Uma pessoa só existe em comparação à outra." Prepotência é para quem sonha que é. Confiança é para os que são.

[Caso encerrado]

QAS!