quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

That's it!

Tanto tempo que eu não escrevo aqui.

Acho que é porque eu não preciso mais. É estranho. Quando eu era menor, eu mantinha diários, dizendo cada detalhe dos meus dias enfadonhos.. era incrível como eu conseguia me apaixonar por todo garoto bonitinho que aparecesse na minha frente. Era uma época feliz.. eu lembro do meu avô, da minha mãe.. os problemas dela ainda não haviam começado e eu acho que eu nunca mais vou me sentir tão segura como eu me sentia quando os dois ainda eram vivos. Vários e vários diários plus esse blog e a minha necessidade de escrever passou. E relendo o blog eu percebi que escrever me ajudou muito. Foi uma época bem difícil e confusa. Ao mesmo tempo me alegra saber que eu continuo inteira e aqui, para felicidade de uns e miséria de outros.

Acho que a única observação que merece um singelo parágrafo está em um acontecimento relativamente recente, anterior ao Natal. Eu e o Ki encontramos o meu ex em uma reunião de colegas em comum. O extraordinário desse fato é que ele meio que funcionou como um desfecho. Agora eu posso admitir que tive medo. Pra mim haviam duas possibilidades: a primeira acabaria comigo, porque ao ver meu ex, tudo o que eu senti por ele, pro bem ou pro mal, voltaria para me assombrar; a segunda, eu simplesmente ficaria de boa. E foi o que eu fiz, fiquei de boa. Um pouco ansiosa antes de ele chegar, mas nada demais. O meu coração não acelerou, minhas mãos não suaram, não houve um clima chato, enfim, eu não senti nada fora do lugar. Houve até um tímido comprimento de ambas as partes. Claro que ele poderia ter comprimentado o Ki, que ficou a noite toda tentando fazer contado visual a fim de dizer um "oi" pra ele, mas tudo bem. No final da noite eu queria sair dando pulinhos de alegria. Meu ex é uma boa pessoa, na medida do possível, e hoje eu até estalaria um beijo na bochecha dele, seguido de Muito obrigada! Obrigada por ter feito parte da minha vida, por ter compartilhado coisas comigo e principalmente, por ter ido embora a hora que achou que deveria. Hoje eu vejo que talvez não tenha sido só eu que sofri com o rompimento e que romper foi a decisão mais acertada pra nós dois. A gente só era criança demais pra assumir certas responsabilidades, certos planos. Hoje eu tenho o meu kindim, o namorado mais perfeito do mundo! E por isso eu e ele devemos um obrigada também à senhorita Kel. Primeiro namorado (a) a gente nunca esquece. Apesar de eu já ter desejado que acontecesse, eu nunca vou esquecer que eu namorei o Fernando e o Kindim nunca vai esquecer que namorou a Keziany. Faz parte do que a gente foi e ajudou a contruir o que nós somos juntos. Talvez eu até conte uma ou outra história para os meus netos. Não vou dizer que esperava ansiosamente por esse encontro. Inicialmente eu estava até desejando que acontecesse algo e ele não fosse, ou cogitando a idéia de eu mesma não ir. Um pouco por medo de alguma hostilidade que poderia vir dele ou de algum colega. Graças aos deuses o meu medo se mostrou infundado. Foi um alívio saber que quando for necessário, poderá haver uma convivência pacífica e que tudo é passado. Espero que ele seja muito feliz e que ele arranje uma namorada logo (para que eu me sinta menos culpada por ter começado a namorar de novo antes...)

Mas enfim.. acho que no fundo ninguém quer ler o quão bem a outra pessoa está. E hoje eu posso dizer que eu estou mais do que bem. Normal. Achei que essa palavra ia demorar a fazer parte do meu vocabulário. Mas hoje em dia eu me sinto feliz, como todo mundo deveria ser. Cantar a felicidade aos quatro ventos também não parece muito esperto. Então acho que esse é o final desse blog. Talvez eu comece a escrever um outro. Sobre o que eu não sei, mas com certeza com coisas mais alegres. Esse vai continuar aqui. Vai continuar sendo um pedacinho de mim. Lendo de novo eu até percebi que em certos momentos a inspiração foi grande e acabou rendendo boas frases! Então elas vão ficar por aqui até eu decidir o que fazer com elas.. hehe

*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*.*

Kindim,

Obrigada por se esforçar tanto para mim e por mim, em tudo. Muito obrigada pelo seu respeito, pelo seu carinho, pelo seu amor, pela sua paciência, por me entender quando eu estou de tpm e me dar um chacoalhão quando eu preciso. Principalmente obrigada por saber distinguir as duas situações. Te amo além das palavras! A gente forma uma bela dupla. =D Ano Novo, planos velhos, vida nos trilhos! Só tem graça se for com você ;) [A resposta sempre será sim sim sim!]

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Gripe, maldita gripe.

Nariz escorrendo, cabeça latejando, garganta arranhando, olhos lacrimejantes e tudo mais o que acompanha uma bela gripe.

Até os meus pensamentos ficam confusos.. sono misturado com o efeito do remédio que eu tomei. Capotei a tarde inteira por causa dele e quase não saio da cama se não fosse pela necessidade que o meu corpo tem de ser abastecido com comida.

Saco.

Saudades do meu kindim. Gripe. Provas. Saudades dos meus amigos. Saudades de conversas longas. Saudades de ter tempo pra ficar doente. Saudades da minha mãe. Trabalhos. Estresse. Tudo junto.

So what? I'm still a rock star! =P

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Esse sentimento de paz e de que tudo está caminhando para a mais completa perfeição... Esse sentimento me assusta.

Nada nunca esteve tão perfeito, tão no lugar como agora. Minha vida nunca esteve tão no eixo, tão com as pessoas certas, os momentos certas, as oportunidades certas.. tudo certo.

Será possível que continue assim?

Eu tenho um pouco de medo. Espero que passe e que eu consiga não ficar racionalizando demais. Atrapalha sabe?

Mudanças

Eu sempre fui avessa à mudanças. E elas sempre chegaram em momentos inoportunos, inesperadamente, como se tivessem se esgueirado por uma parede ou outra, em silêncio, só pra me dar um susto.

Eu nunca quis que nada mudasse. Mas a minha vontade nunca foi o bastante e as coisas sempre continuaram a mudar.

Minha mãe faleceu, o cara que eu pensei que era o amor da minha vida faleceu um tempo depois também [sim, fui eu que matei ele.. dentro de mim], vieram as responsabilidades, a facul ficou mais puxada, os amigos mais próximos, a minha cabeça mudou, minhas prioridades, minha personalidade, meu cabelo... mas eu juro que a voz continua a mesma! A mesma risada escandalosa e quaaase a mesma alegria de viver. Quase porque quando certas coisas acontecem com você e as coisas mudam, algumas partes do que você era mudam para sempre. Eu não sabia disso, fui pega despreparada e certas coisas me afetam até hoje.. Não sei se me afetarão pra sempre, mas espero que não.

E hoje as coisas mudam de novo. Cá estou eu começando a minha iniciação científica, estágio, novos amigos, excluindo alguns velhos que já tiveram o seu papel na minha vida... Cá estou eu, crescendo, indo atrás do que eu quero, do que me faz feliz. Apaixonada, como eu nunca pensei que estaria de novo.

Kindim, você pode até não ser o homem da minha vida, mas é e sempre será o homem que devolveu a minha crença nas pessoas. Não permita que tirem nunca mais isso de mim ok?

Mãe, sinto muito a sua falta. Queria ter sido uma filha melhor. Queria ter feito escolhas que possibilitassem que eu passasse por cima do meu orgulho e mantesse por perto o meu melhor amigo também.

Mas tudo mudou, de um jeito que eu não queria. E vão continuar mudando.. porque assim é a vida e assim são as pessoas: mudanças constantes.. podridão constante. A solução é esquecer e seguir em frente. E eu faço parte disso tudo, logo tenho que mudar junto com o resto.

Eu nunca disse que era perfeita.

Acho que hoje é um bom dia pra cortar o último e ínfimo fio que me liga a certos eventos e puxa o meu pequeno ser para trás.

Mudar mais uma vez e esquecer. Como uma amnésia saca?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Eu odeio!

Hoje eu percebi que eu odeio muito tudo. Até pessoas com quem eu nunca falei! Certas atitudes delas me irritam, me incomodam e eu acabo dizendo que as odeio pra qualquer amigo que está por perto. Não que eu as odeie de verdade [pelo menos eu acho que não] mas muitas vezes eu já me peguei falando isso sem pensar.

"Odiar" é um verbo que exprime um sentimento tão forte. Não sei se já odiei de verdade alguém. Momentaneamente, com certeza. Mas infinitamente eu acho que ainda não. Até a pessoa que eu deveria odiar mais na minha vida, eu não odeio. É uma pessoa legal no final das contas, que só não soube lidar bem com uma situação nova e tudo acabou virando um monte de merda, mágoas e decepções.

Eu queria ser menos intensa do que eu sou. Ser normal sabe? Me importar com o que todo mundo se importa, me sentir menos excluída por pensar diferente em vários assuntos. Superar as coisas com a certeza de que aquela pessoa, situação ou momento não vai mais fazer falta na minha vida, me sentir como se realmente não fizesse falta e não passar a odiá-las se fizerem.

Eu preciso perder a mania de odiar o que quer que seja. Meu mal é a boca.. eu morri muitas vezes por ela.. confiei em quem não devia, falei o que não devia e sempre me ferrei. Até hoje não encontrei ninguém que mereceu a confiança que depositei na pessoa. Fazem sete meses que estou tentando de novo. Vamos ver no que dá. Ai talvez eu me sinta em condições de não odiar nada e não usar ninguém de bode expiatório para os meus sentimentos negativos.. ^^ lol

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eu sou uma pessoa revoltada. Com tudo. O jeito como o mundo está, a ignorância das pessoas, brincadeiras sem graça, tudo tudo que alguém possa imaginar. Sou revoltada com falta de respeito. Eu respeito muito os outros e muitas vezes não recebo o mesmo respeito de volta.

Acho todo mundo hipócrita. Só os deuses sabem o quanto eu me esforço pra fazer o que é certo, mesmo sentindo raiva, mágoa, tristeza, me sentindo muitas vezes injustiçada. Porque eu não sou vítima de ninguém, a não ser de mim mesmo. As minhas escolhas me levaram aonde eu estou, então porque o resto das pessoas não pode pensar assim também e trabalhar todas juntas para que tudo melhore? Porque todo mundo sempre olha pro próprio umbigo, pras próprias preocupações, pra própria vida? Não que todo mundo deva se doar completamente e de graça [até porque muitos nem são capazes de o fazer..], mas porra, custa cada um fazer a sua parte?

Porque eu deveria ser recriminada por me importar, por querer que todo mundo viva em paz com todo mundo, por respeitar?

Pau no cú de quem não tem coração nem consciência.. porque eu cansei!

Não mudo pra agradar ninguém.. o que eu tiver que falar, eu vou e quem não quiser ouvir que tape os ouvidos!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Ciúmes

Eu sempre fui bem segura de mim, da minha capacidade, do que eu sou e do que posso vir a ser. Sempre soube cativar bem as pessoas e me sentir segura em relação ao sentimento delas por mim. Não que eu seja totalmente prepotente, afinal todos têm as suas inseguranças e eu não sou diferente. Para mim isso é somente a realidade. Eu nunca tive muitos problemas com o sentimento chamado ciúmes, salvo um ou outro caso isolado, que muitas vezes era mais manha do que ciumes. Minha prepotência não advinha do fato de eu me achar melhor do que esta ou aquela pessoa, mas do fato de eu pensar que estava dando o meu melhor e sendo a melhor para esta e aquela pessoa. Para exemplificar, eu sempre me achei uma ótima amiga, ótima namorada, ótima colega... Nada poderia me fazer ter uma crise de ciúmes.

Mas nos últimos tempos eu experimentei o cúmulo do ciúmes. Senti-me totalmente possuída por esse sentimento podre e repugnante. Senti-me frustrada comigo mesma, e mesmo me sentindo e muitas vezes sendo melhor do que a outra em inúmeros aspectos, o sentimento não ia embora. Eu confiava, confio e vou sempre confiar.. então porque o ciúmes?

Várias reflexões depois eu percebi que o meu ciúmes era descabido e infundado. Não só porque eu confio, mas porque o meu ciúmes era de algo que eu não nunca poderia controlar, de uma história, de memórias, de coisas que no final das contas eu mesma também possuo e que fizeram com que eu sentisse a dor e a delícia de ser o que eu sou hoje. Ciúmes é um sentimento para os inseguros de si mesmos, foi sempre o que eu achei.

O problema nunca foi a proximidade entre os meus dois objetos de ciúmes. Sempre foi o que eu achava que essa proximidade significava. Agora eu sei que não significa nada. E mesmo que signifique algo, eu significo mais. Porque eu sou presente e futuro e tudo o que aconteceu é passado. O caso que parecia mal resolvido só era mal resolvido na minha cabeça, pra mim. E nada do que aconteceu teve nada a ver comigo.

No final, eu fui a escolhida, e isso é tudo o que importa. E com relação às minhas comparações, aproveito para plagiar um grande amigo meu: "Uma pessoa só existe em comparação à outra." Prepotência é para quem sonha que é. Confiança é para os que são.

[Caso encerrado]

QAS!